top of page
Buscar

Jogar tênis faz mal para o quadril?

  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura

O tênis é um dos esportes mais completos para quem busca saúde, condicionamento físico e qualidade de vida. Além de melhorar a capacidade cardiovascular, ele fortalece músculos e ossos, desenvolve coordenação motora, equilíbrio e agilidade.

Ao mesmo tempo, exige bastante da articulação do quadril.

Mudanças rápidas de direção, arrancadas, giros e deslocamentos constantes fazem parte de praticamente todos os pontos disputados em quadra. Para que esses movimentos aconteçam de forma segura, o quadril precisa ter mobilidade, estabilidade e força muscular.

Quando algum desses fatores está comprometido, a dor pode aparecer.

Isso não significa que seja preciso abandonar o esporte. Na maioria das vezes, o problema está relacionado à forma como a articulação está funcionando, e não ao tênis em si.


Tenista realizando movimento de golpe durante uma partida, ilustrando a sobrecarga do quadril e o risco de dor na articulação durante a prática do esporte.

Por que o tênis exige tanto do quadril?


O quadril é uma das articulações mais importantes durante a prática do tênis.

Praticamente todos os movimentos dependem dele para gerar força, absorver impacto e permitir mudanças rápidas de direção.

Durante uma partida, o quadril participa de movimentos como:

  • arrancadas para alcançar a bola;

  • freadas bruscas;

  • deslocamentos laterais;

  • rotações do tronco;

  • movimentos explosivos durante saques e golpes.

Quanto maior a intensidade do jogo, maior também é a exigência sobre músculos, tendões e estruturas articulares.


Quando a dor no quadril pode aparecer?


Nem toda dor significa uma lesão grave.

Em muitos casos, ela surge porque existe uma combinação de fatores que aumenta a sobrecarga sobre a articulação.

Entre os mais comuns estão:

  • perda de mobilidade do quadril;

  • desequilíbrio muscular;

  • redução da estabilidade da pelve;

  • alterações na biomecânica do movimento;

  • aumento rápido da carga de treino.

Essas condições podem favorecer o aparecimento de dor e limitar o desempenho esportivo


Quais sinais merecem atenção?


Alguns sintomas indicam que vale a pena interromper a rotina esportiva temporariamente e procurar uma avaliação especializada.

Os sinais mais frequentes incluem:

  • dor na virilha durante ou após o jogo;

  • rigidez no quadril;

  • dificuldade para girar ou agachar;

  • perda da mobilidade;

  • dor persistente que não melhora com alguns dias de descanso.

Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições ortopédicas, incluindo lesões musculares, tendinopatias, bursites ou alterações articulares, como o impacto femoroacetabular.

Por isso, o diagnóstico correto é fundamental.


É possível continuar jogando tênis?


Na maioria dos casos, sim.

O objetivo do tratamento não é afastar o paciente do esporte, mas permitir que ele pratique a atividade com mais segurança e menor risco de novas lesões.

Depois de identificar a causa da dor, o tratamento pode envolver:

  • fortalecimento muscular;

  • ganho de mobilidade;

  • correção de desequilíbrios biomecânicos;

  • ajuste da carga de treino;

  • fisioterapia especializada;

  • outras abordagens individualizadas, conforme cada caso.

Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de preservar a articulação e evitar que pequenas alterações evoluam para lesões mais complexas.


O tênis precisa ser abandonado?


Essa costuma ser uma das primeiras preocupações de quem recebe um diagnóstico relacionado ao quadril.

Na grande maioria das situações, a resposta é não.

Com acompanhamento adequado, muitos praticantes conseguem voltar às quadras e manter a prática esportiva por muitos anos.

O mais importante é não ignorar sintomas persistentes.

Continuar jogando com dor, esperando que ela desapareça sozinha, pode prolongar o problema e dificultar a recuperação.


Como proteger o quadril durante a prática do tênis?


Algumas medidas ajudam a reduzir a sobrecarga sobre a articulação:

  • manter um bom programa de fortalecimento muscular;

  • trabalhar mobilidade e flexibilidade;

  • respeitar períodos de recuperação;

  • aumentar a intensidade dos treinos de forma gradual;

  • realizar avaliação médica quando surgirem dores persistentes.

Esses cuidados não servem apenas para melhorar o desempenho. Eles também ajudam a preservar a saúde do quadril a longo prazo.


Quando procurar um ortopedista?


Se a dor na virilha ou no quadril aparece repetidamente durante as partidas, limita seus movimentos ou permanece mesmo após o descanso, é hora de investigar.

Nem toda dor está relacionada ao excesso de treino.

Em muitos casos, existe uma alteração mecânica ou estrutural que precisa ser identificada para evitar o agravamento do quadro.

O objetivo não é tirar você das quadras.

É fazer com que você continue praticando o esporte que gosta, com menos dor, mais segurança e mais qualidade de vida.


Movimento é vida. E movimento com saúde é ainda melhor.




 
 
 

Comentários


Logo do Dr Luis Lucena, São Paulo

Movimento é vida

© 2025 Dr. Luis Lucena | Todos os direitos reservados | CRM 109015 | RQE 86553

bottom of page